Comecei a programar antes de saber o que era um plano de negócios. Um computador, muita curiosidade e a descoberta de que dava para construir coisas que resolviam problemas de verdade — foi assim que tudo começou, há mais de 25 anos.
Do código ao negócio
Programar me ensinou o que nenhum MBA conseguiria ensinar primeiro: decompor problemas complexos, testar hipóteses baratas antes de apostar caro e aceitar que a realidade sempre dá o feedback final. Quando fundei minha primeira empresa, percebi que estava aplicando a mesma lógica — só que agora as variáveis eram clientes, pessoas e caixa.
De lá para cá foram 5 empresas fundadas, mais de 1.000 projetos entregues e trabalho em 5 países, liderando ao longo do caminho mais de 100 profissionais. Projetos de todos os tamanhos: de sistemas para pequenos negócios locais a operações internacionais de transformação digital.
As quedas que valeram mais que as vitórias
Nem tudo deu certo — e essa é a parte do currículo que mais uso hoje. Duas das empresas que fundei quebraram. Em uma delas, precisei demitir quase 40 pessoas. Olhar nos olhos de cada uma delas e assumir que a responsabilidade era minha foi a aula mais dura e mais valiosa da minha vida profissional.
A reconstrução veio devagar, com método: entender friamente o que me levou até ali, separar o que era mercado do que era erro meu, recomeçar menor e mais focado. Aprendi na pele a diferença entre crescer e crescer de forma sustentável — entre faturamento que impressiona e margem que sustenta.
É por isso que, quando um CEO me conta seus problemas, raramente ouço algo que eu não tenha vivido do lado de dentro. Não aconselho a partir da teoria. Aconselho a partir das cicatrizes.
Não aconselho a partir da teoria. Aconselho a partir das cicatrizes.
Por que ainda escrevo código
Mesmo com a agenda de advisor, continuo desenvolvendo software ativamente. Não por nostalgia: o código é a minha ferramenta para compreender problemas complexos e criar soluções sustentáveis. É difícil separar boa estratégia de tecnologia de quem nunca colocou a mão na arquitetura — especialmente agora, em que a IA muda as regras a cada seis meses.
Quando digo a um cliente que uma automação é viável em semanas, é porque eu mesmo já construí uma parecida. Quando digo que uma promessa de fornecedor não para em pé, também.
O que me guia
- Aprendizado contínuo. Tecnologia e mercado mudam rápido demais para quem parou de estudar. Eu não parei.
- Serviço. Consultoria boa é a que serve ao cliente — não à vaidade do consultor. Meço meu trabalho pelo resultado de quem me contrata.
- Execução. Ideia sem execução é opinião. Prefiro um plano simples executado a uma estratégia brilhante engavetada.
Hoje
Dedico meu tempo a ajudar empresas em crescimento — normalmente entre 10 e 100 colaboradores — a vender mais, operar melhor e usar IA com estratégia. O formato varia: consultoria, projetos de IA e automação, advisory contínuo e palestras.
Se a sua empresa está nesse momento, vamos conversar. Prometo o mesmo que prometo a todo cliente: franqueza sobre o que posso e o que não posso resolver.